sexta-feira, 25 de junho de 2021

Morre o quilombola Mareval de Alagoas

 

É com muita tristeza que anunciamos o falecimento do companheiro Mareval Ricardo, quilombola de Lagoa das Pedras, no dia 17 de junho de 2021.

Ele era presidente da Associação no município de Água Branca, Sertão Alagoano, e simpatizante do MCP – Movimento das Comunidades Populares.

Vítima da Covid 19, foi internado num hospital em Arapiraca. Permaneceu intubado por vários dias, mas, infelizmente, não resistiu. Partiu deixando sua experiência quilombola. Fará muita falta a todos os Movimentos no estado.

Mareval participou de algumas atividades nacionais do MCP, entre elas, a Assembleia Nacional de 2018. Na ocasião, ele compôs um samba sobre o Encontro. Segue um trecho da canção:

“Eu saí de Alagoas

Mas, não foi pra passear

Vim pra Feira de Santana

Com os amigos encontrar

Pra formalizar ideias

E o inimigo enfrentar

[...]

De volta pra minha terra

Eu já posso descrever

Renovando as energias

ESPA e MCP

Unindo os Movimentos

Nós só temos a crescer.”


Nossa profunda solidariedade aos seus familiares.

Que Deus o conduza e dê muita força aos que ficam.

 

MCP/Maceió (AL)

quinta-feira, 24 de junho de 2021

Comunidade Homenageia as Mães em Codó

 


No dia 30 de maio de 2021, um grupo de 35 pessoas se reuniu na Comunidade

Quilombola de Boqueirão do Salazar, em Codó, Maranhão. Após o café da manhã com alimentos da roça, leram a bíblia e refletiram sobre a importância das mães, tendo como exemplo Maria, mãe de Jesus. Encerraram com brincadeiras e lembrancinhas.

A Comunidade Boqueirão do Salazar, recentemente reconhecida como quilombola, vem resistindo na terra desde 1980, quando o Movimento (hoje MCP) começou a atuar na região.

Dona Alzerina Simão e sua família, até hoje, organiza as atividades nessa Comunidade no espírito do Movimento. Parabéns!

sexta-feira, 18 de junho de 2021

MCP de Santa Rita realiza campanha financeira e mutirões

 A Comunidade Popular de Santa Rita, na Paraíba, tem mais de 30 anos de existência. Passou pelas etapas CTI (Corrente Trabalhadores Independentes) e MCL (Movimento das Comissões de Luta), até chegar ao MCP (Movimento das Comunidades Populares).

Por conta do tempo de uso, a infraestrutura da comunidade precisava de uma reforma. Havia até perigo de o teto ceder.

No final de 2020, teve início o processo de mutirões para a reforma. Foram realizadas campanhas financeiras e alimentícias. Recebemos também ajuda na mão de obra.

Na campanha financeira, foram arrecadados cerca de 17 mil reais. Contribuições de camponeses, professores, pessoas da base, de outras cidades da Paraíba e de outros estados.

O dinheiro foi gasto para fazer uma laje na secretaria e na cozinha. Na cozinha, também foi feito piso, reboco e colocada cerâmica no chão e na parede. Os banheiros foram reformados, faltando apenas a finalização. 

Estamos planejando mais um mutirão interestadual para concluir a cozinha, reboco e piso da secretaria, telhado para cobrir a laje e retoques no resto da casa.

Até hoje, foram realizados diversos mutirões, sendo três interestaduais com pessoas de Santa Rita, Alagoas e Pernambuco. Além do trabalho, havia uma programação com debates, estudos, filmes e avaliação durante as noites. Além disso, as refeições coletivas eram preparadas por companheiras da comunidade e do pré Assentamento Popular Arcanjo Belarmino.




O vídeo foi produzido durante o último mutirão realizado em maio de 2021. Além das pessoas de Santa Rita, participaram companheiros do MCP de Recife, São Lourenço e Itambé, em Pernambuco.

Continuamos fazendo campanha financeira, pois precisamos de seis mil reais para concluir a primeira fase da reforma.

Faça sua doação!

PIX 08662470416 (CPF)

Agência: 1914 – Op. 1288

Conta: 000796967728-3 – CAIXA.

Tiago da Silva Barbosa

Desde já agradecemos.

 

Maíra Rodrigues

MCP Santa Rita/PB

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Grupo de Costura do Quilombo Paus Pretos volta a se reunir




Em junho de 2021, depois de oito meses, voltei ao Quilombo Paus Pretos, no município de Monteirópolis (AL). O objetivo principal da visita foi fortalecer o grupo coletivo de costura, avaliando a partir do PNLA - Plano Nacional de Lutas e Atividades - do MCP. Além de rever o pessoal e sentir a realidade durante a pandemia.

No quilombo, ninguém teve Covid. Todas as pessoas a partir de 18 anos foram vacinadas com a primeira dose. A situação econômica ficou cada vez pior. Muitos não receberam o auxílio emergencial.

Houve uma introdução do PNLA. Com a bandeira do MCP posta entre nós, refletimos sobre suas cores. Discutimos a parte da Economia Coletiva. 

O grupo coletivo de Paus Pretos é composto por oito pessoas que se juntam para costurar. 

Começaram juntando os recursos das participantes como máquinas, ferramentas, contribuições em dinheiro. O caixa do MCP ajudou com 50%. Conseguiram um espaço para trabalhar. Fazem consertos de roupas, panos de prato, enxovais de bebê, jogos de cozinha e banheiro, tapetes, porta panelas, etc...

Passaram um tempo investindo sem tirar renda. O grupo participou de um consórcio com o objetivo de comprar outra máquina. Do dinheiro em caixa, 400 reais resultaram do consórcio. 

Consideram como pontos positivos o aprendizado, a continuidade, o acompanhamento do MCP, a realização do consórcio e dos almoços coletivos, a compra da máquina, pessoas que melhoraram da depressão por meio da participação no grupo.

As dificuldades são reunir todas para trabalhar durante a pandemia, uma máquina quebrada e o desânimo de algumas pessoas.

Como planejamento, decidiram realizar treinamento de costura overloque, fixar os dias para produção, discutir formas para comprar outra máquina, manter o acompanhamento do MCP a cada dois meses, realizar um encontrinho de formação para a vida comunitária e profissional (costura).

Encerramos a reunião com o Hino do MCP.

Zeza – Militante do MCP (AL)

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Comunidade de Maceió celebra 19 anos de Almoço Coletivo



No dia 30 de maio de 2021, o almoço coletivo da Comunidade Clima Bom, em Maceió (AL), foi festivo. Foram comemorados os 19 anos desta atividade. Houve também uma homenagem às mães presentes. 

A refeição coletiva teve início com as boas vindas a dois visitantes que moram em Goiás, orações e bênção dos alimentos.

Após o almoço, os participantes foram divididos em quatro grupos. O objetivo era avaliar o almoço coletivo a partir do estudo da Religião Libertadora no PNLA (Plano Nacional de Lutas e Atividades) do MCP. 

Em seguida, cada mãe falou um pouco sobre a maternidade. Quatro adolescentes recitaram a poesia "MINHA MÃE", que representa os quatro setores do povo, e houve entrega de lembrancinhas.  Participaram 35 pessoas.