Minha consciência é mais que negra, é também quilombola,
Só com justiça, paz e
igualdade, seremos livres, de tudo que nos assola.
Minha consciência é mais
que negra, é também quilombola
Não quero ir para a faculdade, enquanto todos não forem a escola.
Minha consciência é mais
que negra, é também quilombola
Não vou viajar para Miami,
enquanto não conhecer Angola.
Minha consciência é mais
que negra é também quilombola,
Para os pobres a gente
dança, mas para o opressor nós não rebola.
Minha consciência é mais que
negra é também quilombola,
Não quero ser atleta
profissional, quero ver a “negada” jogando bola.
Minha consciência é mais
que negra, é também quilombola,
Não quero tocar piano, se
meu nego não pode tocar viola.
Minha consciência é mais
que negra, é também quilombola,
O opressor todo tempo me
irrita, mas meu nego sempre me consola.
Minha consciência é mais
que negra, é também quilombola,
Não adianta liberdade na
lei, se na prática, o negro é quem se esfola.
Minha consciência é mais
que que negra, é também quilombola,
Se Palmares me ilumina,
Jabaquara não me enrola.
Minha consciência é mais que
negra, é também quilombola,
Com indígenas, camponeses e operários, um dia, vamos cantar fora da gaiola!
MCP - Movimento das Comunidades Populares
Novembro 2020

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