Passados
16 anos, como está a situação dos trabalhadores nas fábricas, periferias e grupos
de sobrevivência coletiva nas Comunidades?
1º de Maio de 2021
DIA DE LUTA OU DE REFLEXÃO
NOS GRUPOS DE SOBREVIVÊNCIA COLETIVA?
Houve uma época, no início do capitalismo, em que os
empresários necessitavam de muita mão de obra para suas indústrias.
Muitos camponeses (trabalhadores rurais) deixavam a roça para trabalhar nas zonas urbanas. Porém,
chegando às cidades, encontravam muitas dificuldades para conseguir moradia e urbanização (serviços públicos) nas periferias.Além disso, os empregos que conseguiam não lhes davam
direitos trabalhistas como salário mínimo, oito horas de trabalho, férias
remuneradas, assistência social, aposentadoria, etc. Os operários nas fábricas
tinham que se submeter à vontade dos patrões, já que eram eles que faziam as
leis em suas empresas.
Nas vilas, os trabalhadores tinham que conviver com o
abandono, sem transporte, água encanada, energia elétrica, escolas etc.
Para enfrentar essa situação, os operários se
organizavam nas vilas e nas fábricas para resolver seus problemas. No início,
criavam caixinhas entre os
operários, para socorrer os companheiros nas horas de necessidades.
Nas vilas, faziam mutirões para resolver os problemas mais urgentes: construir os barracos, arrumar uma rua ou fazer um local de reunião.
O que mais sabemos sobre a vida coletiva dos operários no começo do capitalismo?
Mais tarde, os operários começaram a criar sindicatos nas fábricas e associações nas vilas para reivindicar solução para os problemas. Nas fábricas, reivindicavam dos patrões e nas vilas, do prefeito.
Nas vilas, as principais reivindicações eram água,
luz, transporte, abertura de ruas, etc. Nas fábricas, eram as oito horas de
trabalho por dia, salários maiores, melhores condições de trabalho, férias
remuneradas, aposentadoria, etc.
O que mais sabemos sobre as lutas reivindicatórias dos operários?
Essas lutas eram feitas no mundo inteiro.
Nos Estados Unidos, os operários fizeram uma greve de
vários dias por esses direitos, em 1886. No dia 1º de maio, a polícia reprimiu
os operários matando vários deles.
Mais tarde, em um Congresso Internacional, os
operários aprovaram que o dia 1º de maio passaria a ser o Dia Internacional dos
Trabalhadores.
A partir daí, o dia 1º de maio passou a ser uma data em que os trabalhadores do mundo inteiro organizam lutas para reivindicar seus direitos.
Porque as lutas do 1º de maio diminuíram?
v O que os sindicatos estão fazendo atualmente no dia 1º de maio?
Quando os empresários precisavam de mão de obra, as lutas reivindicatórias traziam muitos resultados.
Por meio dessas lutas, os operários conseguiram a
maioria dos direitos que existem hoje como as oito horas de trabalho, férias,
fundo de garantia, aposentadoria, etc. Porém, com o desenvolvimento da
tecnologia, os empresários estão dispensando a mão de obra (braçal).
De 1985 a 2002, um milhão e quinhentos mil
metalúrgicos perderam o emprego na indústria automobilística do Brasil. O que
os empresários precisam agora é de técnicos para operar as máquinas modernas.
Com isso, a luta reivindicatória perdeu força. Quem está empregado não quer
perder o emprego porque é difícil conseguir outro.
As poucas vagas para o trabalho braçal que ainda existem
são terceirizadas, onde se trabalha bastante e se tem poucos direitos. Se reclamar,
perde o emprego.
Só no Brasil, existem mais de 10 milhões de
desempregados. Além dos que perderam o emprego por causa da tecnologia, tem
cerca de 2 milhões de jovens que todo ano completam a idade de trabalhar, mas,
em sua maioria, não encontram emprego.
É essa mesmo a situação dos trabalhadores hoje?
O estudo escolar tem servido para empregar as pessoas da classe média para cima. Para os pobres, que, em sua maioria, só tem o ensino fundamental e médio, só resta trabalhar nas terceirizadas, ou como biscateiro, camelô, autônomo, etc.
DIANTE DISSO, SÓ RESTA UMA SOLUÇÃO. ORGANIZAR GRUPOS DE SOBREVIVÊNCIA COLETIVA.
A PARTIR DAÍ, LEVANTAR AS OUTRAS NOVE
COLUNAS E CONSTRUIR AS COMUNIDADES POPULARES, COMO FIZERAM OS INDÍGENAS GUARANI,
OS NEGROS DO QUILOMBO DOS PALMARES, OS CAMPONESES DE CANUDOS, CONTESTADO, CALDEIRÃO
E OS OPERÁRIOS DA MINA DE MORRO VELHO.
E, ASSIM, SEGUIR O EXEMPLO DOS PRIMEIROS CRISTÃOS QUE VIVIAM EM COMUNIDADE.
O que já estamos fazendo para sobreviver no coletivo?
O que precisa melhorar?
Movimento das Comunidades Populares (MCP)

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