Aproveitou-se a oportunidade para
comemorar os 10 anos da primeira Feira Comunitária, realizada pelo MCP, conforme
orientação do Plano Nacional de Lutas e Atividades (PNLA), aprovado em 2011.
De manhã foi a Feira, à tarde o
Debate. Pela manhã foram instaladas 9 barracas onde se encontrava produtos da
roça (orgânico), lanches, bazar, produtos de limpeza, tempero seco e uma banca
de livros e jornais. O almoço foi
vendido pelo grupo de sobrevivência coletiva da comunidade. Cada dono da
barraca dava uma contribuição para a infraestrutura da comunidade. Todas as barracas
tiveram renda, inclusive a dos livros.
No meio das barracas, as crianças,
adolescentes e jovens apresentaram vários números artísticos, como: danças,
declamações, capoeira, etc. Mais de 50 pessoas estiveram na Feira.
À tarde foi o debate sobre o tema: Feira Comunitária como espaço de Organização Popular.
O debate iniciou com a colocação das experiências de Feiras Comunitárias realizadas na Bahia nos últimos dez anos.
Apareceram 36 feiras em cinco municípios. Salvador, Simões Filho, Conceição do Coité, Serrinha e Feira de Santana. Nesse último, as feiras foram realizadas em três comunidades: Campo Limpo (ESPA), Aviário (ACOMAVE) e Sítio Matias.
As apresentações das experiências foram apresentadas de várias formas: palestras, cartazes e teatro.
No debate se valorizou bastante as Feiras Comunitárias como meio para organização popular. Elas não são apenas uma oportunidade para gerar renda vendendo e comprando produtos e serviços. As Feiras Comunitárias é uma festa cultural, uma celebração das comunidades. Precisamos aproveitar do Congresso do MCP para aprofundar a proposta das Feiras Comunitárias que está no PNLA.
Foi sugerido a criação de uma Comissão Permanente para a realização das Feiras Comunitárias. Encerramos o debate, com o calendário do Congresso em 2022.
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