sexta-feira, 18 de junho de 2021

MCP de Santa Rita realiza campanha financeira e mutirões

 A Comunidade Popular de Santa Rita, na Paraíba, tem mais de 30 anos de existência. Passou pelas etapas CTI (Corrente Trabalhadores Independentes) e MCL (Movimento das Comissões de Luta), até chegar ao MCP (Movimento das Comunidades Populares).

Por conta do tempo de uso, a infraestrutura da comunidade precisava de uma reforma. Havia até perigo de o teto ceder.

No final de 2020, teve início o processo de mutirões para a reforma. Foram realizadas campanhas financeiras e alimentícias. Recebemos também ajuda na mão de obra.

Na campanha financeira, foram arrecadados cerca de 17 mil reais. Contribuições de camponeses, professores, pessoas da base, de outras cidades da Paraíba e de outros estados.

O dinheiro foi gasto para fazer uma laje na secretaria e na cozinha. Na cozinha, também foi feito piso, reboco e colocada cerâmica no chão e na parede. Os banheiros foram reformados, faltando apenas a finalização. 

Estamos planejando mais um mutirão interestadual para concluir a cozinha, reboco e piso da secretaria, telhado para cobrir a laje e retoques no resto da casa.

Até hoje, foram realizados diversos mutirões, sendo três interestaduais com pessoas de Santa Rita, Alagoas e Pernambuco. Além do trabalho, havia uma programação com debates, estudos, filmes e avaliação durante as noites. Além disso, as refeições coletivas eram preparadas por companheiras da comunidade e do pré Assentamento Popular Arcanjo Belarmino.




O vídeo foi produzido durante o último mutirão realizado em maio de 2021. Além das pessoas de Santa Rita, participaram companheiros do MCP de Recife, São Lourenço e Itambé, em Pernambuco.

Continuamos fazendo campanha financeira, pois precisamos de seis mil reais para concluir a primeira fase da reforma.

Faça sua doação!

PIX 08662470416 (CPF)

Agência: 1914 – Op. 1288

Conta: 000796967728-3 – CAIXA.

Tiago da Silva Barbosa

Desde já agradecemos.

 

Maíra Rodrigues

MCP Santa Rita/PB

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Grupo de Costura do Quilombo Paus Pretos volta a se reunir




Em junho de 2021, depois de oito meses, voltei ao Quilombo Paus Pretos, no município de Monteirópolis (AL). O objetivo principal da visita foi fortalecer o grupo coletivo de costura, avaliando a partir do PNLA - Plano Nacional de Lutas e Atividades - do MCP. Além de rever o pessoal e sentir a realidade durante a pandemia.

No quilombo, ninguém teve Covid. Todas as pessoas a partir de 18 anos foram vacinadas com a primeira dose. A situação econômica ficou cada vez pior. Muitos não receberam o auxílio emergencial.

Houve uma introdução do PNLA. Com a bandeira do MCP posta entre nós, refletimos sobre suas cores. Discutimos a parte da Economia Coletiva. 

O grupo coletivo de Paus Pretos é composto por oito pessoas que se juntam para costurar. 

Começaram juntando os recursos das participantes como máquinas, ferramentas, contribuições em dinheiro. O caixa do MCP ajudou com 50%. Conseguiram um espaço para trabalhar. Fazem consertos de roupas, panos de prato, enxovais de bebê, jogos de cozinha e banheiro, tapetes, porta panelas, etc...

Passaram um tempo investindo sem tirar renda. O grupo participou de um consórcio com o objetivo de comprar outra máquina. Do dinheiro em caixa, 400 reais resultaram do consórcio. 

Consideram como pontos positivos o aprendizado, a continuidade, o acompanhamento do MCP, a realização do consórcio e dos almoços coletivos, a compra da máquina, pessoas que melhoraram da depressão por meio da participação no grupo.

As dificuldades são reunir todas para trabalhar durante a pandemia, uma máquina quebrada e o desânimo de algumas pessoas.

Como planejamento, decidiram realizar treinamento de costura overloque, fixar os dias para produção, discutir formas para comprar outra máquina, manter o acompanhamento do MCP a cada dois meses, realizar um encontrinho de formação para a vida comunitária e profissional (costura).

Encerramos a reunião com o Hino do MCP.

Zeza – Militante do MCP (AL)

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Comunidade de Maceió celebra 19 anos de Almoço Coletivo



No dia 30 de maio de 2021, o almoço coletivo da Comunidade Clima Bom, em Maceió (AL), foi festivo. Foram comemorados os 19 anos desta atividade. Houve também uma homenagem às mães presentes. 

A refeição coletiva teve início com as boas vindas a dois visitantes que moram em Goiás, orações e bênção dos alimentos.

Após o almoço, os participantes foram divididos em quatro grupos. O objetivo era avaliar o almoço coletivo a partir do estudo da Religião Libertadora no PNLA (Plano Nacional de Lutas e Atividades) do MCP. 

Em seguida, cada mãe falou um pouco sobre a maternidade. Quatro adolescentes recitaram a poesia "MINHA MÃE", que representa os quatro setores do povo, e houve entrega de lembrancinhas.  Participaram 35 pessoas. 


segunda-feira, 31 de maio de 2021

Nos Maranhenses, não existem sem-terra nem latifundiários


O Assentamento Santana I fica localizado no Município de Coroatá (MA). São três povoados dentro da área, que é conhecida como “Os Maranhenses”.

Trata-se do segundo assentamento mais antigo no município. Existem outros 20. Desapropriado em 1984, foi o primeiro a ter terra coletiva para as 155 famílias legalizadas, em 2005. Hoje, moram e trabalham no assentamento em torno de 200 famílias.

Atualmente, existe um incentivo, principalmente por parte do governo, para os lavradores dividirem suas terras em lotes individuais. Mas, também há sindicatos envolvidos.

O interesse do governo fica claro: terra dividida, povo muito mais desunido. Mas, e o interesse do Sindicato? No município, a maioria das áreas entraram na onda e as brigas aumentaram no meio do povo.  Nos Maranhenses, graças ao Deus único e justo, pai de toda a humanidade, a maioria do povo defende a permanência da Terra Coletiva. Começamos a entender que a terra é sagrada. Não pertence à geração de hoje. Além dos que vem depois, ela é também dos que por ela lutaram e nela descansam.

Para manter este modelo, o povo tem se reunido e debatido as questões. Recordam que a Terra Coletiva existe há mais de 40 anos.

"Não existem sem-terra nem latifundiários, nosso território é para sempre!"

Os Costumes Camponeses

No passado, eram considerados valores nos povoados rurais limpar as fontes de águas, as roças, os caminhos, visitar os parentes, carregar os doentes em redes, solidarizar-se com os vizinhos quando nascia ou morria alguém. As pessoas da casa que perdiam um ente querido, durante sete dias, ficavam bem acompanhados.

Com o incentivo ao individualismo, os gestos bons estão desaparecendo do meio do povo. Porém, o MCP (Movimento das Comunidades Populares), que tem como o ar que respira a luta e os costumes do povo brasileiro, vem resgatando estas virtudes do Bem Viver para as Comunidades Populares.

No povoado Santo Antônio dos Maranhenses, em 2021, a limpeza dos caminhos ocorreu no dia 27 de abril. Participaram 59 pessoas. Para este tipo de serviços na Comunidade, são incentivados a participar os que já trabalham e os que ainda não trabalham para aprender (é um grande momento para se aprender e ensinar).

Domingos Salles – Camponês e Militante do MCP

sábado, 22 de maio de 2021

MORRE O LÍDER QUILOMBOLA: DIONÍSIO FONSECA


No dia 10 de maio de 2021, faleceu Dionísio Fonseca, grande militante dos trabalhadores rurais de Feira de Santana (BA).

Ele nasceu nas Comunidades Eclesiais de Base, integrou o Movimento de Organização Comunitária (MOC) e foi líder sindical em Feira e região. Foi também dirigente de

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Homenagem a Maria Pereira - Um ano de saudades!

 

Maria Pereira sempre viveu para servir aos outros. É o que nós, no MCP, chamamos de Servir ao Povo.

Desde o início dos anos 70, ela atuava na Comunidade Católica Nossa Senhora de Fátima, no bairro Caseb. Foi catequista e coordenadora em sua Comunidade.

A partir da Escola Odorico Tavares, onde lecionava, organizava grupos de jovens para atuar nas Comunidades. Muitos desses jovens, como o radialista Frei Cal, o promotor cultural Nivaldo Cruz, a jornalista Marly Caldas, entre outros, continuam servindo ao povo a partir dos locais em que trabalham.

Maria Pereira, junto com seus companheiros, fundou a Associação de Moradores do Bairro Caseb, atuante até hoje. Foi uma de suas diretoras e militou na entidade por vários anos.

A partir de 1980, Maria conheceu o MCP, que, na época, se chamava MER (Movimento de Evangelização Rural). O MER atuava na Pastoral Rural da Diocese de Feira de Santana. Ela começou a participar do nosso Movimento, que passou por várias etapas: CTI (Corrente dos Trabalhadores Independentes); MCL (Movimento das Comissões de Luta) e, a partir de 2011, MCP (Movimento das Comunidades Populares).

Maria Pereira, junto com Maria Helena e Concinha, trouxe o MCP para os bairros de Feira de Santana, ainda na época do MER.

Atuando na igreja e na associação do bairro, puxou a luta contra a Dívida Externa, hoje mais conhecida por Dívida Pública, que tanto assola o nosso povo.

Na etapa do MCL, ajudou a organizar as Comissões de Luta em vários bairros da cidade. Desenvolveu lutas para reivindicar urbanização na periferia, emprego e alimentos para as famílias necessitadas.

A partir da criação da Comunidade Popular do Sítio Matias, Maria Pereira passou a apoiar essa Comunidade até os últimos dias de sua vida. Ajudava no trabalho de base, na organização das Colunas, principalmente a Religião Libertadora. Contribuía com a Secretaria Nacional do Movimento e na cozinha nos Encontros Nacionais do MCP. Assim, conheceu e conquistou a simpatia da maioria dos militantes do Movimento, da base ao nacional.

Com a fundação do Jornal Voz das Comunidades, Maria Pereira participou ativamente na Comissão de Colaboradores do JVC, em Feira de Santana.

Com a fundação do MCP em 2011, ela fez de sua casa, uma sede do Movimento no Caseb. Realizavam almoços coletivos, estudos, passeios e comemoração de datas especiais, como Consciência Negra e outras.

Homenagem a Maria Pereira - 16 de maio de 2021

Os Servidores do Povo não morrem, continuam servindo ao povo com seu exemplo de vida para sempre. Por isso, neste dia, estamos resgatando o exemplo de Maria Pereira para homenageá-la e, ao mesmo tempo, nos inspirar para continuar na luta e servir ao povo.

Que seu exemplo nos ajude na realização do 1º Congresso do MCP, que acontecerá em 2022 e para o qual convidamos todos a participarem.

Em Feira de Santana, pretendemos começar no dia 21 de abril e encerrar no dia 7 de setembro. Duas datas simbólicas para quem luta pela independência do povo brasileiro.

VIVA MARIA PEREIRA, ETERNA SERVIDORA DO POVO!

MCP - Feira de Santana - BA