Esse dia foi criado pelo comércio para vender suas mercadorias e, assim, aumentar seus lucros.
O
MCP, desde 2001, quando elaborou a estratégia de construir as 10 colunas da
Comunidade Popular, vem comemorando o Dia das Mães como um dos meios de
construir a coluna da Família Comunitária.
Usamos
a tática do povo que, quando não consegue destruir os planos do inimigo, procura
usá-los contra ele. Nosso plano estratégico é envolver toda família, da gestante
ao idoso no MCP. “Não é a família que salva a comunidade, é a comunidade que
salva a família”.
Desde
2001, viemos priorizando o dia das mães (2º domingo de maio) e não o dia da
mulher (08 de março) que foi se desviando do seu objetivo, inclusive
historicamente deturpado.
Nunca
aderimos ao feminismo do Projeto Quadrado (pequeno burguês) que luta pelos
direitos das mulheres dentro dos marcos do capitalismo. Desde o início do
Movimento, há 50 anos, defendemos a igualdade entre todas as pessoas.
Em
primeiro lugar, na prática, dentro do Movimento, onde o critério para assumir
qualquer tarefa, da base à direção, é a ideologia (consciência) e não o sexo, a
cor ou a idade.
Em
nível de massas, sempre lutamos pelos direitos das mulheres, principalmente por
creches e escolas e atendimento médico para os seus filhos e aposentadoria para
a trabalhadora rural.
Quanto
ao feminismo, tudo é muito discutível. Entendemos que a essência da mulher não
é a questão sexual (esse é um problema de todos, mulheres e homens). A essência
da mulher é o filho, porque só ela pode ser mãe. Ou seja, guardar em seu ventre
um novo ser humano durante nove meses. Tempo suficiente para prepará-lo física
e emocionalmente para nascer. Hoje, sabemos que tudo que a mãe vê, ouve e sente
durante a gravidez influi na personalidade do filho que ainda está em seu
ventre e que, ao nascer, vai carregar consigo.
Portanto,
toda a gravidez, deveria ser planejada com seu parceiro e com a comunidade, que
deve ser corresponsável por essa criança antes e depois do seu nascimento.
A
mulher grávida deve ser protegida para
evitar que lhe falte recursos, afeto e paz para gestar esse novo ser humano que
já começa a fazer parte da comunidade.
É
preciso reorganizar os antigos clubes de mães para discutir as dificuldades durante
a gravidez e a criação dos filhos nos primeiros dias de vida. Transformar os
chás de bebê em atividades de apoio.
Organizar estudos e palestras com pediatras e psicólogos para
compreender a saúde e os sentimentos das crianças que são revelados em suas
atitudes.
Organizar
creches comunitárias e escolas infantis. Discutir como evitar a influência da ideologia
consumista e individualista que os pais
inconscientemente transferem para os filhos ou deixam outros parentes, amigos,
mídia, etc. transmitirem. Essa influência serve para aumentar o lucro dos
capitalistas e fragilizar a alma das pessoas que, na adolescência ou na
juventude, vão procurar preenchê-la com álcool e outras drogas e violência
social.
É
necessário discutir com a juventude a importância da maternidade para evitar
gravidez indesejada. Compreender que não existe “ex-filho”, apenas ex-namorado.
A
afetividade é eterna, a sexualidade é passageira. Um dia, todos ficarão idosos
(a não ser os que morrem antes do tempo). Então, a afetividade construída na juventude
vai continuar mais forte, enquanto a sexualidade vai diminuindo. A felicidade é
fruto do afeto.
Portanto,
no nosso entendimento, lutar contra o machismo patriarcal é construir um novo Matriarcado
onde as mães sejam o centro da vida, como foi no passado.
Agregar
as conquistas científicas e culturais que houveram até aqui. Mas, manter a
essência do papel das mães na formação da humanidade.
É com esse espírito que devemos
comemorar o dia das mães nesse 9 de maio 2021.

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