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terça-feira, 14 de setembro de 2021

Organização Popular garante Segurança Sanitária e Alimentar em Belo Horizonte





Por Thiago Canettieri e 
Gelson Alexandrino da Silva

Diante da pandemia, a condição de vida do povo piorou. Os primeiros meses foram marcados pelo medo do vírus, do desemprego e da falta de renda – afinal, boa parte dos rendimentos das famílias periféricas vem de atividades informais. 

domingo, 9 de maio de 2021

Dia das Mães em São Lourenço da Mata

 


Na Escola Jardim da Comunidade de São Lourenço da Mata (PE), o Dia das Mães foi diferente em razão da pandemia. 

Cada mãe contribuiu com 20 reais. As que estavam com mais dificuldade contribuíram com metade do valor. Os presentes foram confeccionados pela mãe de uma aluna autista. As mães também receberam um arranjo artesanal e uma marmita com lanche.

No espaço decorado, as mães entravam uma de cada vez para evitar aglomeração. A capa para tirar fotos foi feita por uma das colaboradoras da Rede de Amigos da EJC.

Houve também uma rifa de uma cesta de cosméticos. O prêmio foi assumido pelas professoras e o lucro de 108 reais ficou para a Escola.

 

quarta-feira, 5 de maio de 2021

O DIA DAS MÃES ESTÁ CHEGANDO - VAMOS COMEMORAR?

 



Esse dia foi criado pelo comércio para vender suas mercadorias e, assim, aumentar seus lucros.

O MCP, desde 2001, quando elaborou a estratégia de construir as 10 colunas da Comunidade Popular, vem comemorando o Dia das Mães como um dos meios de construir a coluna da Família Comunitária.

Usamos a tática do povo que, quando não consegue destruir os planos do inimigo, procura usá-los contra ele. Nosso plano estratégico é envolver toda família, da gestante ao idoso no MCP. “Não é a família que salva a comunidade, é a comunidade que salva a família”.

Desde 2001, viemos priorizando o dia das mães (2º domingo de maio) e não o dia da mulher (08 de março) que foi se desviando do seu objetivo, inclusive historicamente deturpado.

Nunca aderimos ao feminismo do Projeto Quadrado (pequeno burguês) que luta pelos direitos das mulheres dentro dos marcos do capitalismo. Desde o início do Movimento, há 50 anos, defendemos a igualdade entre todas as pessoas.

Em primeiro lugar, na prática, dentro do Movimento, onde o critério para assumir qualquer tarefa, da base à direção, é a ideologia (consciência) e não o sexo, a cor ou a idade.

Em nível de massas, sempre lutamos pelos direitos das mulheres, principalmente por creches e escolas e atendimento médico para os seus filhos e aposentadoria para a trabalhadora rural.

Quanto ao feminismo, tudo é muito discutível. Entendemos que a essência da mulher não é a questão sexual (esse é um problema de todos, mulheres e homens). A essência da mulher é o filho, porque só ela pode ser mãe. Ou seja, guardar em seu ventre um novo ser humano durante nove meses. Tempo suficiente para prepará-lo física e emocionalmente para nascer. Hoje, sabemos que tudo que a mãe vê, ouve e sente durante a gravidez influi na personalidade do filho que ainda está em seu ventre e que, ao nascer, vai carregar consigo.

Portanto, toda a gravidez, deveria ser planejada com seu parceiro e com a comunidade, que deve ser corresponsável por essa criança antes e depois do seu nascimento.

A mulher grávida deve ser protegida para evitar que lhe falte recursos, afeto e paz para gestar esse novo ser humano que já começa a fazer parte da comunidade.

É preciso reorganizar os antigos clubes de mães para discutir as dificuldades durante a gravidez e a criação dos filhos nos primeiros dias de vida. Transformar os chás de bebê em atividades de apoio.  Organizar estudos e palestras com pediatras e psicólogos para compreender a saúde e os sentimentos das crianças que são revelados em suas atitudes.

Organizar creches comunitárias e escolas infantis. Discutir como evitar a influência da ideologia consumista e individualista que os pais inconscientemente transferem para os filhos ou deixam outros parentes, amigos, mídia, etc. transmitirem. Essa influência serve para aumentar o lucro dos capitalistas e fragilizar a alma das pessoas que, na adolescência ou na juventude, vão procurar preenchê-la com álcool e outras drogas e violência social.

É necessário discutir com a juventude a importância da maternidade para evitar gravidez indesejada. Compreender que não existe “ex-filho”, apenas ex-namorado.

A afetividade é eterna, a sexualidade é passageira. Um dia, todos ficarão idosos (a não ser os que morrem antes do tempo). Então, a afetividade construída na juventude vai continuar mais forte, enquanto a sexualidade vai diminuindo. A felicidade é fruto do afeto.

Portanto, no nosso entendimento, lutar contra o machismo patriarcal é construir um novo Matriarcado onde as mães sejam o centro da vida, como foi no passado.

Agregar as conquistas científicas e culturais que houveram até aqui. Mas, manter a essência do papel das mães na formação da humanidade.

É com esse espírito que devemos comemorar o dia das mães nesse 9 de maio 2021.