segunda-feira, 31 de maio de 2021

Nos Maranhenses, não existem sem-terra nem latifundiários


O Assentamento Santana I fica localizado no Município de Coroatá (MA). São três povoados dentro da área, que é conhecida como “Os Maranhenses”.

Trata-se do segundo assentamento mais antigo no município. Existem outros 20. Desapropriado em 1984, foi o primeiro a ter terra coletiva para as 155 famílias legalizadas, em 2005. Hoje, moram e trabalham no assentamento em torno de 200 famílias.

Atualmente, existe um incentivo, principalmente por parte do governo, para os lavradores dividirem suas terras em lotes individuais. Mas, também há sindicatos envolvidos.

O interesse do governo fica claro: terra dividida, povo muito mais desunido. Mas, e o interesse do Sindicato? No município, a maioria das áreas entraram na onda e as brigas aumentaram no meio do povo.  Nos Maranhenses, graças ao Deus único e justo, pai de toda a humanidade, a maioria do povo defende a permanência da Terra Coletiva. Começamos a entender que a terra é sagrada. Não pertence à geração de hoje. Além dos que vem depois, ela é também dos que por ela lutaram e nela descansam.

Para manter este modelo, o povo tem se reunido e debatido as questões. Recordam que a Terra Coletiva existe há mais de 40 anos.

"Não existem sem-terra nem latifundiários, nosso território é para sempre!"

Os Costumes Camponeses

No passado, eram considerados valores nos povoados rurais limpar as fontes de águas, as roças, os caminhos, visitar os parentes, carregar os doentes em redes, solidarizar-se com os vizinhos quando nascia ou morria alguém. As pessoas da casa que perdiam um ente querido, durante sete dias, ficavam bem acompanhados.

Com o incentivo ao individualismo, os gestos bons estão desaparecendo do meio do povo. Porém, o MCP (Movimento das Comunidades Populares), que tem como o ar que respira a luta e os costumes do povo brasileiro, vem resgatando estas virtudes do Bem Viver para as Comunidades Populares.

No povoado Santo Antônio dos Maranhenses, em 2021, a limpeza dos caminhos ocorreu no dia 27 de abril. Participaram 59 pessoas. Para este tipo de serviços na Comunidade, são incentivados a participar os que já trabalham e os que ainda não trabalham para aprender (é um grande momento para se aprender e ensinar).

Domingos Salles – Camponês e Militante do MCP

sábado, 22 de maio de 2021

MORRE O LÍDER QUILOMBOLA: DIONÍSIO FONSECA


No dia 10 de maio de 2021, faleceu Dionísio Fonseca, grande militante dos trabalhadores rurais de Feira de Santana (BA).

Ele nasceu nas Comunidades Eclesiais de Base, integrou o Movimento de Organização Comunitária (MOC) e foi líder sindical em Feira e região. Foi também dirigente de

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Homenagem a Maria Pereira - Um ano de saudades!

 

Maria Pereira sempre viveu para servir aos outros. É o que nós, no MCP, chamamos de Servir ao Povo.

Desde o início dos anos 70, ela atuava na Comunidade Católica Nossa Senhora de Fátima, no bairro Caseb. Foi catequista e coordenadora em sua Comunidade.

A partir da Escola Odorico Tavares, onde lecionava, organizava grupos de jovens para atuar nas Comunidades. Muitos desses jovens, como o radialista Frei Cal, o promotor cultural Nivaldo Cruz, a jornalista Marly Caldas, entre outros, continuam servindo ao povo a partir dos locais em que trabalham.

Maria Pereira, junto com seus companheiros, fundou a Associação de Moradores do Bairro Caseb, atuante até hoje. Foi uma de suas diretoras e militou na entidade por vários anos.

A partir de 1980, Maria conheceu o MCP, que, na época, se chamava MER (Movimento de Evangelização Rural). O MER atuava na Pastoral Rural da Diocese de Feira de Santana. Ela começou a participar do nosso Movimento, que passou por várias etapas: CTI (Corrente dos Trabalhadores Independentes); MCL (Movimento das Comissões de Luta) e, a partir de 2011, MCP (Movimento das Comunidades Populares).

Maria Pereira, junto com Maria Helena e Concinha, trouxe o MCP para os bairros de Feira de Santana, ainda na época do MER.

Atuando na igreja e na associação do bairro, puxou a luta contra a Dívida Externa, hoje mais conhecida por Dívida Pública, que tanto assola o nosso povo.

Na etapa do MCL, ajudou a organizar as Comissões de Luta em vários bairros da cidade. Desenvolveu lutas para reivindicar urbanização na periferia, emprego e alimentos para as famílias necessitadas.

A partir da criação da Comunidade Popular do Sítio Matias, Maria Pereira passou a apoiar essa Comunidade até os últimos dias de sua vida. Ajudava no trabalho de base, na organização das Colunas, principalmente a Religião Libertadora. Contribuía com a Secretaria Nacional do Movimento e na cozinha nos Encontros Nacionais do MCP. Assim, conheceu e conquistou a simpatia da maioria dos militantes do Movimento, da base ao nacional.

Com a fundação do Jornal Voz das Comunidades, Maria Pereira participou ativamente na Comissão de Colaboradores do JVC, em Feira de Santana.

Com a fundação do MCP em 2011, ela fez de sua casa, uma sede do Movimento no Caseb. Realizavam almoços coletivos, estudos, passeios e comemoração de datas especiais, como Consciência Negra e outras.

Homenagem a Maria Pereira - 16 de maio de 2021

Os Servidores do Povo não morrem, continuam servindo ao povo com seu exemplo de vida para sempre. Por isso, neste dia, estamos resgatando o exemplo de Maria Pereira para homenageá-la e, ao mesmo tempo, nos inspirar para continuar na luta e servir ao povo.

Que seu exemplo nos ajude na realização do 1º Congresso do MCP, que acontecerá em 2022 e para o qual convidamos todos a participarem.

Em Feira de Santana, pretendemos começar no dia 21 de abril e encerrar no dia 7 de setembro. Duas datas simbólicas para quem luta pela independência do povo brasileiro.

VIVA MARIA PEREIRA, ETERNA SERVIDORA DO POVO!

MCP - Feira de Santana - BA 


terça-feira, 18 de maio de 2021

MCP é retomado em Acreúna a partir da Saúde e das Crianças


Em abril de 2021, os militantes do MCP, Íris e João Carlos Filho, retornaram ao município de Acreúna, em Goiás, após passarem onze anos em Feira de Santana (BA).

No dia 04 de abril, houve a primeira reunião, por coincidência era Páscoa. Discutiram sobre as reformas necessárias na casa da Comunidade e refletiram sobre a Páscoa a partir dos Boletins Ponte da Amizade.

Na segunda reunião, foi feita uma devolução da Assembleia a partir do Jornal Voz das Comunidades. Avaliaram o trabalho e as dificuldades durante os últimos dez anos a partir do PNLA (Plano Nacional de Lutas e Atividades) do MCP. A discussão faz parte dos encaminhamentos para o 1º Congresso do MCP, que será realizado em 2022.

Para a retomada, foi definido priorizar a coluna da Saúde e o trabalho com crianças e adolescentes. Iniciaram um pequeno grupo de exercícios físicos e aulas de reforço com uma criança.

Um grupo de adolescentes começou a ensaiar uma apresentação em homenagem às mães. Elas se apresentaram no dia 10 de maio, na reunião do consórcio. Aproveitou-se para homenagear os trabalhadores, por ocasião do 1º de Maio, e as mães pelo seu dia. Participaram 32 pessoas.

Houve também um almoço coletivo no Dia das Mães. A ideia surgiu de uma companheira que, desde a morte de sua mãe, não mais havia saído de casa nesta data. Além de cantos e poesia, houve reflexão a partir da matéria sobre o Dia das Mães publicada no blog do JVC.

No encerramento, fizeram um pequeno bingo. Com o dinheiro arrecadado, teve início um caixa para as atividades da comunidade. O próximo almoço coletivo ficou para o Dia dos Pais.


domingo, 16 de maio de 2021

Para o MCP de Lagoa Grande, a Democracia Participativa vai além das Eleições

Vídeo extraído do Instagram da Câmara Municipal de Retirolândia (BA)


No dia 10 de maio de 2021, uma comissão de moradores do Povoado de Lagoa Grande entregou sua Pauta de Reivindicações à Câmara Municipal de Retirolândia (BA). As reivindicações foram elaboradas em Assembleia Popular durante o processo eleitoral de 2020. 

Essa atividade faz parte dos encaminhamentos para o 1º Congresso do MCP, que será realizado em 2022. 

Os outros encaminhamentos são escrever a história do Movimento na Comunidade e avaliar o Plano Nacional de Lutas e Atividades (PNLA).

 

Associação de Catadores envolve mais de 100 pessoas em Feira de Santana e Região

 



Desde 2010, a ARTEMARES (Associação Regional dos/as Trabalhadores/as em Materiais Recicláveis de Feira de Santana), na Bahia, vem desenvolvendo um trabalho de geração de renda e retirada de materiais recicláveis da cidade.

Com as parcerias que nesse período construíram, o trabalho ganhou uma dimensão mais ampla,